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sábado, 26 de maio de 2018

[cotidiano] Ainda com rodovias parcialmente bloqueadas, RN enfrenta desabastecimento de alimentos e combustíveis

Na BR-427, em Caicó, o sábado já amanheceu com a rodovia parcialmente bloqueada (Foto: Sidney Silva)

Embora o governo federal tenha autorizado o uso das forças armadas para impedir interdições, boa parte das rodovias federais que cruzam o Rio Grande do Norte permanecem com bloqueios parciais. É o que informa a Polícia Rodoviária Federal na manhã deste sábado (26). Este é o sexto dia seguido de protestos contra o aumento do preço do óleo diesel.

Em consequência, o estado já enfrenta problemas de desabastecimento de alimentos, combustíveis e gás de cozinha. Na indústria, produtores de sal e camarão - dois dois principais itens da pasta de exportações - também têm dificuldades para fazer escoar a produção. Na capital, a frota de ônibus foi reduzida para evitar um colapso no sistema de transporte público.

Veja os principais reflexos da paralisação no estado

Combustíveis

Quase metade dos postos de combustíveis de Natal já enfrenta problemas com desabastecimento. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Rio Grande do Norte, pelo menos 40% acusam a falta de pelo menos um tipo de combustível, seja etanol, gasolina ou mesmo óleo diesel.

Transporte público

Enquanto durar a greve, a frota de ônibus em Natal e região metropolitana foi reduzida para 70% desde a sexta (25) para se evitar um colapso no sistema. Durante o final de semana, no entanto, a frota nas ruas é ainda menor: 50%. Na Central de Abastecimento do Estado, a Ceasa, já há falta de vários tipos de alimentos.

Abastecimento

Pelo menos 80% das revendedoras potiguares de gás liquefeito de petróleo, mais conhecido como gás de cozinha, não terão o produto disponível para venda a partir deste sábado (26), segundo o Singás. Pelo menos 200 revendedores, que representam 25% das 800 unidades no Rio Grande do Norte, já estão com os botijões vazios.

Rodovias

BR-101
Parnamirim (km 105) - com bloqueio parcial.

BR-226
Santa Cruz (Km 109) - com bloqueio parcial.

BR-304
Mossoró (Km 33) - com bloqueio parcial.
Assu (Km 106) - com bloqueio parcial.

BR-405
Apodi (Km 72) - com bloqueio parcial.

BR-406
João Câmara (Km 103) - com bloqueio parcial.

BR-427
Caicó (Km 104) - com bloqueio parcial.

[cotidiano] Motociclistas fazem protesto contra alta de combustíveis em Natal

Motociclistas iniciaram protesto na Avenida Senador Salgado Filho, em Natal (Foto: Reprodução/STTU)

Um grupo de motociclistas iniciou um protesto na Avenida Senador Salgado Filho, em Natal, na tarde desta sexta-feira (25) contra a alta dos combustíveis. Os condutores de moto carregam uma faixa em que dizem apoiar a movimentação dos caminhoneiros, que acontece em todo o país. Eles seguiram em direção à BR-101 Sul.

A informação foi confirmada pela Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU). Segundo a pasta, agentes de trânsito foram deslocados para orientar os motoristas no local. Por causa da manifestação, o tráfego de veículos ficou lento na Avenida Senador Salgado Filho.

Neste quinto dia de greve dos caminhoneiros, estradas que cruzam o Rio Grande do Norte voltaram a ser bloqueadas. Como consequência, a frota de ônibus em Natal e região metropolitana foi reduzida nesta sexta-feira (25) para se evitar um colapso no sistema. Na Central de Abastecimento do Estado, a Ceasa, já há falta de alimentos.

Protesto dos motociclistas seguiu pela BR-101 Sul, em Natal (Foto: Ítalo di Lucena/Inter TV Cabugi)

[cotidiano] 25% dos revendedores de gás de cozinha do RN estão sem botijões para venda, diz sindicato

à frente, o único botijão cheio em uma distribuidora de gás de cozinha, em Natal (Foto: Heloisa Guimarães/Inter TV Cabugi)

Pelo menos 80% das revendedoras potiguares de gás liquefeito de petróleo, mais conhecido como gás de cozinha, não terão o produto disponível para venda a partir deste sábado (26), segundo informou o presidente do sindicato que representa os estabelecimentos - Singás - Francisco Alessandro Correia dos Santos.

Nesta sexta-feira (25), pelo menos 200 revendedores, que representam 25% das 800 unidades no estado, já estão sem o produto. A entidade emitiu um alerta à população. Por dia, são vendidos cerca de 23 mil botijões de gás no estado.

Em uma das distribuidoras de Natal, apenas uma unidade de 13 kg estava disponível, na tarde desta sexta-feira (25).

De acordo Francisco, o estado é abastecido por cinco distribuidoras, mas nenhuma delas está conseguindo entregas os botijões, por causa da greve de caminhoneiros que atingem estradas federais e estaduais do Rio Grande do Norte e de todo o país.

"Nossa orientação aos revendedores é que priorizem as vendas aos hospitais, escolas e penitenciárias", declarou Francisco dos Santos. Ainda de acordo com ele, é possível que consumidores residenciárias que estejam sem reservas tenham dificuldade de encontrar o produto até o fim das mobilizações dos caminhoneiros.

[cotidiano] Por causa de greve de caminhoneiros, produtores cancelam despesca e venda de camarão para fora do RN

Somente a cadeia produtiva do camarão do Rio Grande do Norte registrou queda de R$ 10 milhões no faturamento, por causa da greve de caminhoneiros que exigem redução no preço do diesel. As manifestações entraram no quinto dia, nesta sexta-feira (25). O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Camarão, Itamar Rocha, afirmou que as despescas e vendas de camarão para fora do estado foram suspensas.

Como conseguência, ele explicou, as produções de pós-larvas, rações e outros insumos, principalmente os camarões em tempo de despesca, estão severamente prejudicadas. O valor real do prejuízo só será descoberto após o desenrolar dos processos de cultivo e com o fim da greve.

Arimar Filho, diretor presidente de uma das maiores empresas de pesca do Rio Grande do Norte, informou que está tendo dificuldades de conseguir caminhões para carregar os produtos para fora do estado e que tem uma carreta sua parada na Bahia, carregada com 24 toneladas de peixe congelados, que iam para Santa Catarina.

A empresa Produmar é a maior exportadora de atum e meca do estado, com um volume de 300 toneladas mensais. Por causa dos problemas de escoamento da produção, a empresa está tentando adiantar a exportação de peixe para liberar espaço no estoque.

[cotidiano] Ceasa do RN recebe um terço dos caminhões previstos e alimentos já estão em falta

De 120 caminhões esperados para o abastecimento da Central de Abastecimento do Rio Grande do Norte (Ceasa), nesta sexta-feira (25), apenas 40 chegaram. De acordo com a direção da central, ainda não é possível estimar prejuízos. Produtos como tomate, pimentão, laranja, repolho, já estão em falta e outros produtos tiveram disparada nos preços.

"A partir de hoje isso vai refletir nos serviços de restaurantes, bares e outros estabelecimentos. Os produtos que estão chegando são os regionais, que são bons, mas existem alguns, como é o caso do tomate, que não têm produção aqui", afirmou Agacir Virgínio, diretor técnico da Ceasa.

Produtos que ainda estão disponíveis tiveram alta de preços. Nesta quinta-feira (24), por exemplo, o preço da saca de 50 kg de batata dobrou de preço e passou de R$ 90 para R$ 180.

Estoques de produtos está pequeno na Ceasa do Rio Grande do Norte (Foto: Ediana Miralha/Inter TV Cabugi)

Em nota, a Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte (Assurn) informou que se preocupa com os impactos que a paralisação dos caminhoneiros podem causar no abastecimento de produtos de necessidade básica, principalmente os alimentos como frutas, legumes, verduras, carne e demais categorias de produtos resfriados, como laticínios.

"Até o momento, poucos supermercados associados à Assurn relataram desabastecimento, mas não descartam que o problema se amplie nos próximos dias", informou, em nota.

"A Assurn junto às Associações Estaduais e à Associação Brasileira de Supermercados (Abras) alerta as autoridades competentes à questão no Rio Grande do Norte e no país para que negociem o mais rápido possível com os manifestantes a adoção de providências de curto prazo que permitam a circulação de veículos de cargas perecíveis. Também conclama para que o diálogo prossiga para além das providências de curto prazo e que permita o perfeito restabelecimento dos fluxos de logística no Brasil, evitando que a população sofra com a falta de produtos de necessidades básicas", concluiu a nota.

[cotidiano] Frota de ônibus é reduzida em Natal e região metropolitana durante greve dos caminhoneiros

Os ônibus circulam com frota reduzida em Natal e região metropolitana a partir desta sexta-feira (25). Na capital, 70% da frota está circulando. Já o transporte público intermunicipal circula com 60% da frota, segundo Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do RN (Setrans/RN). A redução da frota deve continuar até o fim da greve dos caminhoneiros.

Ônibus municipais circulam com 70% da frota (Foto: ÍTalo Di Lucena/Inter TV Cabugi)

De acordo com o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros do Município (Seturn), a redução da frota é necessária para evitar um colapso no sistema já que não está havendo abastecimento de diesel nos postos por causa da greve dos caminhoneiros.

Na manhã desta sexta, passageiros já sentiam os reflexos da redução da frota. "Meu ônibus passa todos os dias às 6h30, mas já são 7h20 e nada ainda. Vou me atrasar pro trabalho", disse a auxiliar administrativa Ângela Maria da Silva, de 27 anos.

Protestos

O Rio Grande do Norte amanheceu nesta sexta-feira com vários pontos de interdição em rodovias federais e estaduais. Este é o 5º dia seguido de protestos contra o aumento no preço do óleo diesel, apesar de o governo federal e representantes de caminhoneiros anunciarem um acordo para suspender a greve. A paralisação dos caminhoneiros é devido ao alto preço do diesel e o baixo valor do frete.

Mesmo com decisões judiciais determinando a desinterdição das BRs, policiais rodoviários federais dizem que não desbloquearam as rodovias por não ter havido bloqueio total.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

[justiça] Gilmar Mendes manda soltar dois integrantes do governo Sérgio Cabral

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes mandou soltar nesta quarta-feira (23) dois integrantes do governo Sérgio Cabral (MDB) no Rio de Janeiro que estavam detidos havia um ano e meio – Hudson Braga, ex-secretário de Obras, e Carlos Miranda, ex-assessor do então governador.

Os dois foram presos na Operação Calicute, da Polícia Federal, em novembro de 2016, junto com o ex-governador, que atualmente se encontra no presídio de Bangu 8, no Rio.

Mendes substituiu as prisões de Braga e Miranda pelas seguintes medidas cautelares:

proibição de manter contato com demais investigados;
proibição de deixar o país;
entrega do passaporte em até 48 horas;
recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana e feriados

Hudson Braga foi preso na Operação Calicute, em novembro de 2016, junto com o ex-governador, e é réu por associação criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Braga foi condenado no Rio de Janeiro a 27 anos de prisão, mas o recurso ainda não foi julgado na segunda instância da Justiça Federal, o Tribunal Regional Federal da Segunda Região.

No pedido de liberdade, a defesa afirmou que o decreto de prisão após a condenação não apontou a necessidade concreta de ele ficar detido, uma vez que a ação penal já foi aberta.

Também argumentou que ele não ocupa mais cargo público desde julho de 2014, que Hudson Braga é réu primário, casado, dois filhos e tem endereço fixo.

Conforme os advogados, o ex-secretário apresenta ainda um quadro de saúde delicado, com hipertensão arterial e problemas cardíacos.

Segundo Gilmar Mendes, a Segunda Turma já confirmou liberdade a outros acusados que ainda não tiveram recursos julgados em segunda instância. Por isso, apontou "a ocorrência de constrangimento ilegal suficiente" para conceder a liberdade.

O ministro Gilmar Mendes também ordenou a soltura do ex-assessor de Sérgio Cabral Carlos Miranda, também preso desde novembro de 2016.

Ele considerou ainda que o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, manteve a prisão após a condenação em primeira instância sem indicar "elementos concretos" que exigissem a prisão preventiva.

No caso de Carlos Miranda, o teor da decisão é sigiloso e não foi divulgado pelo gabinete do ministro.

Empresário

Mais cedo, nesta quarta, o ministro já havia determinado a soltura do empresário Arthur Mário Pinheiro Machado, preso em um desdobramento da Operação Lava Jato no Rio.

Ele é um dos suspeitos de integrar grupo que atuou em fraudes nos fundos de pensão Postalis (dos Correios) e Serpros (do Serviço de Processamento de Dados do Governo Federal, o Serpro).

[cotidiano] Como é formado o preço da gasolina e do diesel?

Em meio à greve dos caminhoneiros, que entrou em seu 3º dia nesta quarta-feira (23), a Petrobras anunciou novo reajuste no preço dos combustíveis nas refinarias. O preço do litro da gasolina baixou 0,62%, passando de R$ 2,0433 para R$ 2,0306. Já o do diesel caiu 1,14%, de R$ 2,3351 para 2,3083.

Na véspera, a estatal já tinha reduzido os preços, depois de sucessivas altas que geraram protestos de caminhoneiros e discussões entre a petroleira e o governo. Os cortes foram motivados pela queda da cotação do dólar, segundo o presidente da Petrobras, Pedro Parente.

A decisão de repassar os reajustes do valor dos combustíveis cobrados nas refinarias para o consumidor final é dos postos de combustíveis, que repassam ao consumidor os custos de toda a cadeia da gasolina e do diesel.

O preço final da gasolina e do diesel é composto basicamente por 4 parcelas: realização do produtor ou importador, no caso a Petrobras, incluindo custo e lucro; custo do etanol anidro (no caso da gasolina) e do biodiesel (no caso do diesel); tributos (ICMS, PIS/Pasep e Cofins, e Cide) e margens de distribuição e revenda.


Tudo começa com o preço pelo qual a gasolina chega aos distribuidores vindo das refinarias – sejam da Petrobras ou privadas. Além da gasolina pura comprada, as distribuidoras também compram de usinas produtoras o etanol anidro, que é misturado à gasolina que será vendida ao consumidor, em proporção determinada por legislação (atualmente no percentual de 27% por litro). As distribuidoras, então, vendem a gasolina aos postos, que estabelecem o preço por litro que será cobrado do consumidor.

Os valores praticados pela Petrobras são aproximadamente um terço do preço pago pelo consumidor nos postos, 11% é o custo do etanol, que, por lei, deve compor 27% da gasolina comum, e 12% corresponde aos custos e lucro dos distribuidores, conforme os cálculos da Petrobras, que levam em conta a coleta de preços entre os dias 6 e 12 de maio em 13 regiões metropolitanas do país.

Cerca de 45% são tributos, sendo 29% ICMS, recolhido pelos Estados, e 16% Cide e PIS/Cofins, de competência da União.

Os tributos federais são cobrados como um valor fixo por litro - o de Pis/Cofins, por exemplo, é de R$ 0,7925 por litro de gasolina; a Cide, de R$ 0,10 por litro.

O ICMS, por sua vez, é um percentual sobre o preço de venda - ou seja, cada vez que ele sobe, os Estados recolhem mais impostos.

Diesel

No caso do diesel, os valores praticados pela Petrobras são mais da metade (55%) do preço pago pelo consumidor nos postos; 7% é o custo do biodiesel, que, por lei, deve compor 10% do diesel, e 9% corresponde aos custos e lucro dos distribuidores, conforme os cálculos da Petrobras, que levam em conta a coleta de preços entre os dias 6 e 12 de maio em 13 regiões metropolitanas do país.

Cerca de 29% são tributos, sendo 16% ICMS, recolhido pelos Estados, e 13% Cide e Pis/Cofins, de competência da União.

Composição do preço do diesel, segundo levantamento da Petrobras, a partir de dados da ANP e CEPEA/USP (Foto: Reprodução/Petrobras)

Gasolina teve 12 altas só neste mês

A Petrobras adota novo formato na política de ajuste de preços desde 3 de julho do ano passado. Pela nova metodologia, os reajustes acontecem com maior frequência, inclusive diariamente, refletindo as variações do petróleo e derivados no mercado internacional, e também do dólar. Somente na semana passada, foram 5 reajustes diários seguidos.

Desde julho de 2017, o preço da gasolina nas refinarias acumula alta de 54,51% e, o do diesel, de 55,09%, segundo o Valor Online.

Em maio, já foram anunciadas 10 altas e 6 quedas no preço do diesel e 12 altas e 3 quedas no da gasolina.


[cotidiano] Prefeitura de SP diz que 40% dos ônibus não vão rodar e suspende rodízio nesta quinta

A Prefeitura de São Paulo informou nesta quarta-feira (23) que suspendeu o rodízio municipal de veículos nesta quinta-feira (24) por causa da paralisação do caminhoneiros pelo país, que afeta o abastecimento de combustível para o sistema municipal de transporte.

Em nota, a administração municipal afirmou que cerca de 40% da frota de ônibus da cidade não deve circular nesta quinta-feira.

Ainda de acordo com a prefeitura, a "Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes determinou que a SPTrans e a CET reforcem as equipes de rua para orientar os passageiros e motoristas sobre as mudanças."

A frota de coleta de lixo na cidade não foi afetada, mas pode sofrer reflexos a partir da sexta-feira caso a greve permaneça.

No texto da nota, a Prefeitura diz que lamenta os transtornos causados à população e ressalta que nenhuma manifestação, por mais justa que seja, pode afetar o direito de ir e vir das pessoas. A administração municipal vai solicitar à Justiça que determine a suspensão dos bloqueios aos centros de distribuição de combustível.

Sindicato das empresas de ônibus manifesta preocupação com falta de combustível em SP

O sindicato que representa as empresas de ônibus de São Paulo diz que a maioria das companhias têm apenas combustível suficiente para rodar nesta quinta-feira (24). A paralisação dos caminhoneiros, que protestam contra a alta do preço do óleo diesel, prejudica a chegada de combustível nas distribuidoras e nas garagens dos ônibus.
Segundo o SPUrbanuss, das 14 empresas concessionárias associadas, oito estão com reservas de diesel suficientes para uma operação parcial nesta quinta-feira. As outras seis empresas informaram que o óleo diesel em estoque é suficiente para manter a operação da frota até esta sexta-feira.

As empresas se reuniram com representantes da Prefeitura de São Paulo para buscar alternativas, como o reforço da segurança para os caminhões que levam combustíveis até as garagens.

Para esta quinta-feira, os ônibus que fazem viagens mais curtas e que costumam finalizar o dia com alguma reserva vão rodar com combustível extra. Os veículos que fazem longas distâncias vão rodar com o tanque cheio. A previsão do sindicato é que se o abastecimento não for normalizado, na sexta-feira muitas empresas não conseguirão colocar a frota de ônibus nas ruas.

[economia] Greve de caminhoneiros paralisa mais da metade da produção de carne suína e de aves, diz associação

Protesto de caminhoneiros na BR-251 (Foto: Humberto Junior/Arquivo pessoal)

Em meio aos protestos dos caminhoneiros, associações relatam impactos na produção e distribuição de alimentos, enquanto supermercados e postos de combustíveis em vários estados enfrentam dificuldades para repor os produtos.

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), mais da metade da produção de carne suína e de aves já está parada, com 78 frigoríficos com operações suspensas. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC) acrescenta que há também impactos na produção de carne bovina.

Até agora, 129 frigoríficos já pararam as produções de carne bovina, suína e de aves. As associações que representam os setores estimam que esse número suba para 208 até sexta-feira (25) se a situação não se normalizar. Caso isso se confirme, o resultado será a paralisação de cerca de 90% da produção nacional de carne.

Entre as grandes empresas produtoras de carne, a JBS e a BRF anunciaram paralisações. A primeira diz que “está adotando medidas em suas operações (fábricas) e logística, que inclui a paralisação de algumas unidades de carne bovina, aves e suínos, em razão da impossibilidade de escoar sua produção”. As unidades paralisadas pela JBS ficam em 5 estados (Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul).

Já a BRF anunciou paralisação da produção em virtude da dificuldade de escoar os produtos, além da falta de recebimento de matéria prima, insumos e animais para abate. Segundo a Reuters, são 13 unidades com operações suspensas nesta quarta.

A produção de outros alimentos também é impactada, como o leite. O Jornal Hoje mostrou que, em uma cooperativa no Paraná, foram descartados 6 mil litros em dois dias por causa da dificuldade de escoar a produção. Outro produtor jogou fora um total de 1,3 mil litros pelo mesmo motivo.

Paralisação dos caminhoneiros afeta a agropecuária

A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) disse que manterá somente até esta sexta (25) a liberação do transporte de remédios, carga viva e produtos perecíveis.

Supermercados desabastecidos

O movimento dos caminhoneiros também tem provocado falta de produtos nas prateleiras dos supermercados em diversos estados. “Isso poderá se estender para todo o Brasil nos próximos dias, se algo não for feito”, disse a entidade em nota.

Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), foram registrados até a tarde desta quarta casos de desabastecimento em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Tocantins, Santa Catarina e São Paulo.

No Rio de Janeiro, a falta de produtos já começou a impactar os preços, com o valor de um saco de batata chegando a R$ 500 na Ceasa. Em Juiz de Fora (MG), uma rede de supermercados colocou cartazes em várias lojas avisando sobre a possibilidade de falta de alguns produtos.

Na Ceagesp, em São Paulo, os carros estão vazios ou parados, enquanto funcionários ficam à espera de serviço. Os boxes estão com caixas vazias, pois, desde terça-feira (22), não chega mercadoria. A companhia confirmou, por meio de nota, que a greve dos caminhoneiros está afetando o abastacimento e que "alguns produtos começam a ter problemas na oferta/chegada".

Combustíveis em falta

Falta de combustíveis causou filas em postos de gasolina do Grande Recife (Foto: Rafael Pimenta/TV Globo)

Também há desabastecimento nos postos de combustíveis. Segundo a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), já foram registrados casos no Rio de Janeiro, cidades do Rio Grande do Sul e no Distrito Federal.

Mas outros estados também registraram o problema, como Minas Gerais e Tocantins. No Mato Grosso, por exemplo, a falta de combustíveis afetou o transporte escolar em Primavera do Leste, onde a prefeitura decidiu suspender o serviço de algumas escolas.

Já no Recife, houve redução no número de ônibus em circulação, enquanto foram registrados atrasos em linhas de cidades de São Paulo.

Há ainda um alerta sobre os combustíveis para aviões. Segundo a Infraero, 5 aeroportos no Brasil têm combustível suficiente para operar somente até esta quarta-feira, enquanto outros 6 têm para, no máximo, dois dias.

Outros produtos e serviços

Há ainda dificuldades na distribuição de gás de cozinha em Goiânia e no Distrito Federal, segundo o Sindigás. Já os Correios suspenderam temporariamente as postagens das encomendas com dia e hora marcados (Sedex 10, 12 e Hoje).

[política] Infraero alerta que aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e os de Recife, Palmas, Maceió e Aracaju só têm combustível para esta quarta-feira

Um relatório da Infraero de 11h09 aponta que os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e os de Palmas (Tocantins), Recife (Pernambuco), Maceió (Alagoas) e Aracaju (Sergipe) têm combustível suficiente para abastecer as aeronaves até esta quarta-feira (23), em razão da greve de caminhoneiros e do bloqueio às distribuidoras.

Congonhas é um dos três aeroportos mais movimentados do país. É nele que fica a rota de maior circulação de passageiros do Brasil, a ponte aérea Rio-São Paulo.

Outros sete aeroportos têm combustível para um ou no máximo dois dias (Santos Dumont-RJ, Goiânia-GO, Teresina-PI, Campo Grande-MS, Ilhéus-BA, Foz do Iguaçu-PR e Londrina-PR).

O alerta foi dado pelo Núcleo de Acompanhamento e Gestão Operacional (Nago), no "relatório de monitoramento da mobilização dos caminhoneiros".

O relatório diz respeito apenas aos aeroportos administrados pela Infraero; os gerenciados por empresas privadas não entram na lista.Brasília, por exemplo, restringiu, também nesta quarta-feira (28), o recebimento de aeronaves com pouco combustível no terminal.

Pelo 3º dia seguido, nesta quarta-feira (23), caminhoneiros continuam protestando em rodovias federais e estaduais, além de vias importantes em 23 estados do país mais o Distrito Federal. Alguns atos ocorrem diante de refinarias, impedindo a saída de caminhões-tanque.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) disse recomendar aos passageiros "com voos marcados para os próximos dias que consultem as empresas aéreas antes de se deslocarem para os aeroportos até que a situação se normalize". A Abear, associação que representa companhias aéreas, não se manifestou.

Em nota, a Infraero informou estar "monitorando o abastecimento de querosene de aviação por parte dos fornecedores que atuam nos terminais e já alertou aos operadores de aeronaves que avaliem seus planejamentos de voos para que cada um possa definir sua melhor estratégia de abastecimento de acordo com o estoque disponível na origem e destino do voo".

Veja a situação específica dos aeroportos da Infraero:

Têm combustível apenas até esta quarta-feira - 5 aeroportos:

Congonhas (SP) - "As carretas da BR Distribuidora foram bloqueadas e não conseguiram chegar no aeroporto. A Shell conseguiu trazer 4 das 10 carretas previstas"
Recife (PE) - "Chegaram quatro carretas do Rio Grande do Norte e, com contingência aplicada pelas companhias aéreas, temos estoque até as 18h de hoje [quarta]"
Aracaju (SE) - "Querosene suficiente até esta quarta e gasolina até quinta. Há caminhões parados em Feira de Santana/BA, distante 300 km de Aracaju, ou quatro horas)";
Palmas (TO) - "Caminhão da BR parado em Gurupi-TO. Previsão de estoque até meio-dia. O da Shell está parado em Paulínia-SP";
Maceió (AL) - Shell tem estoque apenas para hoje. BR tem estoque para dois dias. Solicitado apoio da Polícia Rodoviária Federal para liberar caminhão preso em barreira".

Combustível para mais um dia ou dois - 7 aeroportos

Santos Dumont (RJ) - Tem combustível para mais um dia, até 24/5;
Goiânia (GO) - "Combustível atende a aviação até o dia 24";
Teresina (PI) - "Autonomia até 25/5";
Campo Grande (MS) - "Estoque até sexta 25/5";
Ilhéus (BA) - "Em função das carretas não conseguire passar no bloqueio em Cruz das Almas, caso não chegue até amanhã às 08:30, o abastecimento do aeroporto estará comprometido";
Foz do Iguaçu (PR)- Mesmo usando todo o estoque da BR, teremos combustível somente até amanhã";
Londrina (PR) - "Combustível (...) para hoje e amanhã. Previsão de reposição de estoque para amanhã".

Combustível suficiente para três dias ou mais -

Joinville (SC);
São Luís (MA);
Navegantes (SC);
Manaus (AM);
Uberaba (MG)
Uruguaiana (RS);
João Pessoa (PB);
Uberlândia (MG);
São José dos Campos (SP);
Paulo Afonso (BA);
Santarém (PA);
Juazeiro do Norte (CE).

Leia a íntegra da nota da Infraero

A Infraero está monitorando o abastecimento de querosene de aviação por parte dos fornecedores que atuam nos terminais e já alertou aos operadores de aeronaves que avaliem seus planejamentos de voos para que cada um possa definir sua melhor estratégia de abastecimento de acordo com o estoque disponível na origem e destino do voo.

Ao mesmo tempo, a Infraero está em contato com órgãos públicos relacionados ao setor aéreo para garantir a chegada dos caminhões com combustível de aviação aos aeroportos administrados pela empresa.

Sobre o relatório mencionado pela reportagem, trata-se de um levantamento diário da Infraero e que ajuda a empresa a monitorar a situação do fornecimento de querosene de aviação pelas fornecedoras, além de auxiliar na proposta de ação por parte do Poder Público no sentido de garantir o abastecimento das aeronaves.

Aos passageiros, a Infraero recomenda que procurem suas companhias para consultar a situação de seus voos. Aos operadores de aeronaves, a empresa orienta que façam a consulta sobre a disponibilidade de combustível na origem e no destino do voo programado.

A Infraero compreende o direito de manifestação, mas entende que os protestos devem ocorrer sem afetar o direito de ir e vir das pessoas, bem como a segurança das operações aeroportuárias.


[politica] Temer diz que pediu 'trégua' de dois ou três dias a caminhoneiros para encontrar 'solução satisfatória'

O presidente Michel Temer afirmou nesta quarta-feira (23) que pediu "trégua" de dois ou três dias aos caminhoneiros para encontrar uma "solução satisfatória" sobre o preço dos combustíveis.

Temer deu a declaração após participar de um evento no Palácio do Planalto. Enquanto ele falava com a imprensa, acontecia, também no palácio, uma reunião da Casa Civil com representantes de caminhoneiros.

Caminhoneiros têm feito atos em todos o país há três dias contra o aumento no preço do diesel. A Petrobras já anunciou que a política de reajustes não mudará.

"Desde domingo, estamos trabalhando nesse tema para dar tranquilidade não só ao brasileiro, que não quer ver paralisado o abastecimento, e tentando encontrar uma solução que facilite a vida dos caminhoneiros", afirmou o presidente.

"Até estou solicitando e pedi que nesta reunião [na Casa Civil, entre representantes do governo e dos caminhoneiros] se solicite uma espécie de trégua para que, em dois ou três dias, possamos encontrar uma solução satisfatória para os caminhoneiros e para o povo brasileiro", completou.

Protestos de caminhoneiros começam a provocar falta de combustíveis

Diante da paralisação dos caminhoneiros, o governo anunciou nesta terça (22) um acordo com o Congresso Nacional para eliminar um dos tributos que incidem sobre o diesel quando o Poder Legislativo aprovar o projeto de reoneração da folha de pagamento das empresas - a votação ainda não tem data confirmada.

Na prática, se Câmara e Senado aprovarem a proposta da reoneração, a União terá aumento nas receitas e, em troca, irá zerar a Cide que incide sobre o diesel. Segundo o Ministério da Fazenda, a atual alíquota do tributo representa R$ 0,05 por litro do diesel.

Diumar Bueno, presidente da Confederação dos Transportadores, durante entrevista no Palácio do Planalto (Foto: Guilherme Mazui/G1)

Confederação dos Transportadores

Após a reunião com os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Carlos Marun (Secretaria de Governo) e Valter Casimiro (Transportes), o presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, afirmou que o governo não apresentou uma proposta concreta.

O encontro, de acordo com a Casa Civil, reuniu 10 entidades nesta quarta. Segundo Diumar Bueno, ficou acertada uma nova reunião nesta quinta (24), também no Palácio do Planalto.

"O governo não ofereceu nada até agora. A proposta foi pedir um prazo para nós para que eles se posicionem amanhã [quinta, 24] às 14h", disse o presidente da CNTA.

Ainda de acordo com o presidente da entidade, os ministros na reunião explicaram a "impossibilidade" de atender às reivindicações da categoria.

Sobre a possível eliminação da Cide sobre o diesel, Bueno declarou: "Isso só é insuficiente, porque isso representa R$ 0,05 no preço, se for passado para as bombas".

Questionado sobre se a categoria atenderá ao pedido de "trégua" do governo, Diumar afirmou que ficou apenas estabelecido o prazo para a nova reunião.

"Não se trata de trégua, ele pediu um prazo para nos dar uma reposta, e o que foi estabelecido hoje foi esse prazo até amanhã às 14h", declarou. "Infelizmente, o governo está condicionando a paralisação nacional dos caminhoneiros permanecer por mais um dia", completou.

Diumar também destacou que a confederação avisou o governo sobre a insatisfação da categoria com o preço do diesel, além do pedido pelo fim da cobrança de pedágio de caminhões que trafegam vazios e com os eixos suspensos.

[educação] MEC libera R$ 14,8 milhões para auxiliar municípios do RN em 'questões emergenciais'

O Ministério da Educação disponibilizou um montante de R$ 14.879.124,47 para auxiliar as prefeituras municipais do estado do Rio Grande do Norte a superar dificuldades financeiras emergenciais. O anúncio da liberação foi feito nesta terça-feira (22). A resolução do MEC que estabelece os critérios de distribuição dos recursos foi publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira (21).

No total, R$ 600 milhões foram liberados para as mais de 5,5 mil cidades brasileiras que recebem o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

O ministro da Educação, Rossieli Soares, destacou que esses recursos deverão ser utilizados pelas prefeituras com foco na melhoria da aprendizagem dos estudantes.

A parcela destinada a cada ente federativo foi calculada nas mesmas proporções aplicáveis ao FPM, que leva em consideração a população de cada município e a renda per capita de cada estado, a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os recursos distribuídos deverão cobrir despesas e custeio de ações na área educacional, e o MEC orienta que os gestores priorizem as iniciativas previstas no Programa Novo Mais Educação, com foco na melhoria da aprendizagem em língua portuguesa e matemática para alunos do ensino fundamental.

O uso dos recursos também deverá obedecer ao disposto no artigo 70 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) - Lei 9394/96, que prevê aplicação na manutenção e desenvolvimento do ensino; remuneração e aperfeiçoamento do pessoal; fechamento da folha de pagamento dos professores; aquisição, manutenção, construção e conservação de instalações e equipamentos; aquisição de material didático-escolar e manutenção do transporte escolar.

[política] Obras previstas para a Copa de 2014 no RN estão inacabadas

Quatro anos se passaram, outra Copa do Mundo de futebol se aproxima, e ao menos quatro obras previstas para serem entregues no Mundial de 2014 no Brasil não foram concluídas no Rio Grande do Norte. Os projetos de responsabilidade da Prefeitura de Natal e do governo estadual dizem respeito principalmente à mobilidade urbana e ao saneamento.

Como uma das 12 cidades-sede do Mundial realizado no país, a capital potiguar recebeu a construção da Arena das Dunas e do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, na sua região metropolitana. Os dois empreendimentos foram construídos e são administrados atualmente pela iniciativa privada.

Porém, as obras complementares, como os acessos ao terminal aeroviário e a drenagem na região próxima ao estádio, que ficaram sob responsabilidade do poder público, não foram concluídas.

Agora, alguns projetos parecem estar mais próximos da conclusão, outros seguem sem previsão de entrega à população.

[economia] Paralisação de caminhoneiros atrasa entregas de sal, diz sindicato da indústria potiguar

RN é responsável por 95% da produção de sal no país (arquivo) (Foto: Anderson Barbosa/G1)

Responsável por 95% da produção de sal marinho do país, a indústria salineira do Rio Grande do Norte enfrenta atrasos na entrega do produto, por causa das paralisações feita pelos caminhoneiros nesta semana contra os aumentos no preço do diesel.

A informação é do presidente do Sindicato da Indústria de Moagem e Refino de Sal do RN (Simorsal), Renato Fernandes. O setor ainda não estima quanto teve de prejuízo até o momento.

"Desde que se começou a falar de paralisação informamos os nossos clientes para que se preparassem e fizessem estoque de reserva. Alguns fizeram, outros não", afirma.

De acordo com Renato, praticamente todo o sal usado para consumo humano no país é transportado por rodovias. Anualmente, os caminhões transportam uma média de 2 milhões de toneladas de sal potiguar.

A exceção é para a produção voltada à indústria nacional que usa o sal como matéria-prima e para a exportação. Nesses casos, o sal marinho é transportado por navios abastecidos no porto ilha de Areia Branca.

Correios atrasam entregas

De acordo com o Correios, a logística de entregas foi prejudicada pela paralisação iniciada na segunda-feira (21). Segundo a estatal, a paralisação tem gerado impacto às operações da empresa no estado e em todo o país. Por isso, foram suspensas temporariamente as postagens das encomendas com dia e hora marcados, como é o caso do Sedex 10, Sedex 12 e 'Hoje'. Também haverá acréscimo de dias no prazo de entrega dos serviços Sedex e PAC das correspondências, mas esses serviços continuam sendo oferecidos.

Segundo a assessoria da estatal no RN, os clientes estão sendo comunicados no ato da postagem sobre o prazo estendido.

Porto e Aeroporto

Por meio de suas assessorias de imprensa, o Porto de Natal e o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, na região metropolitana da capital, afirmaram que estão operando normalmente e não foram afetados pela paralisação dos caminhoneiros.

Paralisações

Nesta quarta-feira (23), quatro estradas federais foram fechadas por caminhoneiros no RN. Porém, apenas caminhões foram barrados pelos manifestantes. Outros veículos seguiam viagem, embora em faixas reduzidas, nas BRs 101, 226 304 e 427. Na BR-101 em Parnamirim, região metropolitana de Natal, o protesto foi ampliado pela presença de motoristas de ônibus intermunicipais, que não cancelaram viagens durante a manhã. Os passageiros que já tinham comprado passagens tiveram viagens remarcadas.

[educação] No RN, Escola Agrícola de Jundiaí abre inscrições para cursos técnicos subsequentes

A Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ), que fica em Macaíba, na Grande Natal, está com inscrições abertas até o dia 5 de junho para o processo seletivo de cursos técnicos subsequentes em Agroindústria, Agropecuária e Aquicultura.

Para se inscrever, basta preencher a ficha que está no anexo do edital, disponível no site www.eaj.ufrn.br, e enviar para o email subsequenteinscricao.eaj2018@gmail.com juntamente com um documento que comprove a conclusão do ensino médio.

A prova será aplicada no dia 10 junho de 2018, na sede da EAJ em Macaíba, no auditório do CERES em Caicó, e no auditório da UFERSA em Mossoró.

Serão dez questões objetivas contextualizadas em ciências agrárias, matemática de nível fundamental, além de uma redação.

Metade das vagas são reservadas para quem cursou todo o ensino médio em escolas públicas. Desse percentual, 50% serão direcionados para quem tem renda familiar igual ou inferior a um salário-mínimo e meio. Também há cotas para autodeclarados negros, pardos e indígenas.

Os aprovados ingressarão na instituição no segundo semestre deste ano. A EAJ dispõe de auxílios residência, alimentação, transporte e moradia para os alunos regularmente matriculados em cursos técnicos presenciais como forma de apoio à inclusão, permanência e êxito dos estudantes.

Com o processo seletivo, a EAJ retoma a parceria histórica com a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Rio Grande do Norte (Fetarn), que já ajudou a formar centenas de técnicos nas Ciências Agrárias.

Serviço

Cursos Técnicos: Agroindústria, Agropecuária e Aquicultura
Inscrições gratuitas: até 5 de junho de 2018
Provas: 10 junho de 2018 em Macaíba, Caicó e Mossoró
Informações: (84) 3342-4800.

[cotidiano] Motoristas de aplicativos de transporte fecham BR-101 na Zona Sul de Natal

Trânsito ficou travado até Candelária depois que os motoristas de aplicativos fecharam a BR-101 em Natal (Foto: Ítalo di Lucena/Inter TV Cabugi)

Motoristas dos aplicativos de transporte Uber e 99POP fecharam a BR-101 na altura do bairro Neópolis, na Zona Sul de Natal, no final da tarde desta quarta-feira (22). A manifestação acontece no sentido da rodovia que liga a capital potiguar à cidade de Parnamirim. Trata-se um protesto contra o aumento no preço dos combustíveis.

Os condutores pararam por volta das 18h na altura da passarela de Neópolis, fizeram um discurso e seguiram, em carreata, no sentido Sul. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) não soube confirmar se eles vão se encontrar com os caminhoneiros que estão bloqueando a passagem na BR-101 em Parnamirim.

O trânsito ficou parado no local, e a fila de carros se acumulou até o bairro Candelária, quilômetros antes do ponto interditado. A rua marginal à BR continuou sendo usada para o tráfego.

Nesta quarta (22), caminhoneiros também bloquearam a passagem em diferentes trechos das quatro rodovias federais que passam pelo Rio Grande do Norte, na Grande Natal e no interior.

[cotidiano] Caminhoneiros fazem novos protestos contra aumento do diesel e BRs 101, 226, 304 e 427 são parcialmente bloqueadas no RN

Caminhoneiros usaram pneus para fechar parcialmente a rodovia (Foto: PRF/Divulgação)

Em mais um dia de protestos contra os constantes aumentos no preço do óleo diesel, caminhoneiros bloquearam parcialmente trechos de quatro rodovias federais no Rio Grande do Norte: BR-101, em Parnamirim, cidade da Grande Natal; BR-304, em Mossoró, na região Oeste; BR-226, em Santa Cruz, no Trairi; e BR-427 em dois trechos: em Currais Novos e em Caicó, no Seridó.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, pneus foram colocados sobre as pistas. Nas quatro rodovias, uma faixa em cada sentido ficou livre para o trânsito, e apenas os caminhões eram parados.

Em Mossoró, o protesto começou às 8h30 na altura do Km 33. Em Santa Cruz, a rodovia foi fechada no Km 108 por volta das 9h. Em Currais Novos, o bloqueio foi montado no Km 01 por volta de 9h30, segundo informações da PRF.

De acordo com a PRF, por volta das 17h40 os manifestantes liberaram o trânsito na BR-427, em Currais Novos, e na BR-226, em Santa Cruz.

Ônibus de viagens intermunicipais saíram da rodoviária de Natal sem passageiros, em direção à BR-101, para protestar contra aumento de combustíveis (Foto: Olinto Bezerra/Inter TV Cabugi)

Em Parnamirim, o manifesto é no Km 105. Começou por volta das 10h45 e conta com o apoio de motoristas de ônibus intermunicipais. Por causa disso, viagens programadas para esta manhã foram canceladas. As passagens de quem já havia comprado bilhete estão sendo remarcadas, segundo informou a segundo informou a gerência do terminal. Motoristas de vans que trabalham no transporte de turistas e passeios também participaram do ato.

Em carreata por Natal, em direção a Parnamirim, os motoristas causaram engarrafamento na avenida Capitão-mor Gouveia, e em seguida na BR-101, ainda na área urbana da capital.

Este é o terceiro dia seguido de protestos em vários estados do país. No Rio Grande do Norte, na segunda (21) e terça-feira (22), caminhoneiros fecharam uma das vias da BR-101 em frente ao Parque de Exposições Aristófanes Fernandes, em Parnamirim, cidade da Grande Natal.

terça-feira, 22 de maio de 2018

[política] Partidos políticos poderão realizar convenções entre julho e agosto

Em dois meses, partidos políticos poderão começar a realizar convenções para escolher oficialmente candidatos a presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e respectivos suplentes, deputado federal, deputado estadual ou distrital. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), essas convenções devem ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto.

Depois, segundo o calendário eleitoral de 2018, eles têm até as 19h do dia 15 de agosto para apresentar ao TSE o requerimento de registro de candidatos a todos os cargos pleiteados. No dia 16 de agosto, ficará permitida a propaganda eleitoral.

Até lá, a partir do momento em que houver a deliberação da chapa na convenção e o registro dela, fica permitida a formalização de contratos que gerem despesas e gastos com a instalação física e virtual de comitês. O pagamento efetivo, contudo, só poderá ocorrer após a obtenção de registro de CNPJ do candidato e a abertura de conta bancária específica para a movimentação financeira de campanha e emissão de recibos eleitorais.

Pré-campanha

Antes da oficialização, há a possibilidade de efetivação da chamada pré-campanha. Essa etapa passou a ser legalizada pela minirreforma eleitoral de 2015, que reduziu o tempo oficial de campanha de 90 para 45 dias. A minirreforma introduziu, na Lei Geral das Eleições (Lei 9.504/97) a figura do pré-candidato, ao qual é permitido expor posições políticas e a menção à pretensa candidatura, mas não pedir votos.

O secretário judiciário do TSE, Fernando Maciel de Alencastro, explica que “está contemplada a divulgação de posicionamento pessoal sobre questões políticas, inclusive nas redes sociais”. A pré-campanha começou a valer nas eleições municipais em 2016, mas está mais difundida nesta, inclusive pela possibilidade de pré-candidatos arrecadarem recursos por meio de sites cadastrados pelo TSE.

A orientação geral para o período é de que nesta fase devem ser evitados gastos de campanhas. “Não se vê, nesse período da pré-campanha, previsão de prestação de contas. Se presume que não haverá gastos substanciais pelo menos”, explica Alencastro.

Fonte: Agência Brasil

[política] Após reeleição de Maduro, EUA impõem novas sanções econômicas à Venezuela

Vitória de Maduro na Venezuela é alvo de críticas da comunidade internacional

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump assinou, nesta segunda-feira (21), uma ordem executiva banindo o envolvimento de cidadãos norte-americanos em negociações de títulos da dívida da Venezuela e de outros ativos.

"Pedimos ao regime de Maduro para restaurar a democracia, realizar eleições livres e justas, libertar todos os presos políticos imediata e incondicionalmente, e acabar com a repressão e privação econômica do povo venezuelano", disse Trump em comunicado.

Um membro sênior da administração da Casa Branca detalhou as sanções à imprensa. "A ordem executiva de hoje fecha mais uma avenida de corrupção que observando que está sendo usada: ela impede que oficiais venezuelanos corruptos possam valorizar indevidamente e vender bens públicos em troca de propinas", disse a autoridade da Casa Branca aos repórteres.

A medida vale para bens relacionados ao petróleo e a outras áreas do governo da Venezuela.

Na tarde desta segunda, o governo venezuelano reagiu às sanções. De acordo com a Reuters, Jorge Arreaza, ministro de Relações Exteriores, afirmou em um comunicado no palácio presidencial de Miraflores que "[as sanções] são uma loucura, bárbaras, em contradição absoluta com a lei internacional".

O anúncio das sanções foi feito depois que o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, anunciou em seu perfil no Twitter que o país não ficaria "de braços cruzados". Na publicação, ele classificou as eleições venezuelanas como "uma farsa".

Eleições criticadas pela comunidade internacional

Neste domingo (20), Nicolás Maduro foi reeleito com 5,8 milhões de votos, em um processo eleitoral que não foi reconhecido pelos Estados Unidos e tem sido duramente criticado por diversos países, inclusive o Brasil.

O presidente foi reeleito com 67,7% dos votos aos 92,6% das urnas apuradas. O chavista obteve mais de 5,8 milhões de votos. A participação foi uma das mais baixas da história venezuelana: 46% do eleitorado e um total de 8,6 milhões de votos.

Os outros candidatos, Henri Falcón, que obteve 21% dos votos, e Javier Bertucci, com 11%, denunciaram irregularidades, disseram que não reconheciam o resultado e pediram novas eleições.

Pressão norte-americana

Os Estados Unidos, que desde março 2015 veem a Venezuela como uma "ameaça à segurança nacional", já aplicaram uma série de medidas contra dezenas de funcionários e ex-funcionários venezuelanos, inclusive Maduro e outras autoridades, acusando-os de corrupção e tráfico de drogas.

Na sexta-feira (18), ampliando a pressão que começou em agosto passado, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos já havia sancionado o poderoso líder venezuelano Diosdado Cabello, vice-presidente do Partido Socialista Unido (PSUV) e um dos políticos mais influentes do país, assim como sua esposa Marleny Contreras e o empresário Rafael Alfredo Sarria, segundo informou a agência France Presse (AFP).

Com a sanção a Cabello, não há quase nenhum importante líder venezuelano fora da mira do governo Trump.

De acordo com o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac, na sigla em inglês) do Tesouro, no início de maio a lista de sanções a venezuelanos chegou a 62 pessoas e 15 entidades.

Washington, que compra um terço do petróleo venezuelano, proibiu entidades americanas de negociarem dívidas públicas do país ou de sua petroleira estatal PDVSA e de comercializar com petro, a criptomoeda lançada por Caracas.

A Venezuela, o país com as maiores reservas de petróleo do mundo, está atolada na pior crise econômica de sua história.

[economia] RN fecha 123 vagas de emprego formal em abril, diz Caged

O Rio Grande do Norte fechou o mês de abril com saldo negativo no emprego com carteira assinada. Foram fechadas 123 vagas, que representaram redução de 0,03%. Essa é a diferença entre 11.326 contratações contra 11.449 demissões. Os dados estão no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho na última sexta-feira (18).

Apesar disso, houve crescimento no emprego em cinco dos oito setores econômicos no estado. Foi o caso do setor de serviços, por exemplo, que foi responsável pela criação de 590 vagas, e da construção civil, que criou 442 postos.

Dentro do mesmo período, o maior número de demissões foi registrado na agricultura, que reduziu 549 postos de trabalho, na indústria de transformação (-383) e no comércio (-317).

Já o salário médio de admissão no RN cresceu no último mês. Passou de R$ 1.165,46 em março para R$ 1.214,52 em abril, uma variação positiva de 4,21%.

País

No Brasil, o saldo de empregos ficou positivo. Abril fechou com 115.898 postos de trabalho a mais do que em março, que já há havia apresentado números positivos. O resultado foi decorrente de 1.305.225 admissões e 1.189.327 desligamentos. Com isso, 2018 chegou ao final do primeiro quadrimestre com saldo de 336.855 empregos criados.

O quadro também é positivo se avaliados os últimos 12 meses. Entre maio de 2017 e abril de 2018 houve um crescimento de 283.118 postos de trabalho, um aumento de +0,75%.


[economia] Contra aumento do diesel, caminhoneiros bloquearam parte da BR-101 na Grande Natal

Trecho da BR-101, em frente ao Parque de Exposições Arisfófanes Fernandes, voltou a ser bloqueado (Foto: Julianne Barreto/Inter TV Cabugi )

Em protesto contra os constantes aumentos no preço do óleo diesel, caminhoneiros fecharam uma das vias da BR-101, sentido Natal-Parnamirim, na região metropolitana da capital potiguar, nesta segunda (21).

A primeira interdição foi por volta das 10h30 no Km 105,8 da rodovia, em frente ao Parque de Exposições Aristófanes Fernandes. Por volta das 12h, a pista foi liberada, sendo novamente bloqueada às 14h20.

Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal permaneceu no local.

Caminhoneiros protestam contra o aumento do diesel em vários estados. Nesta segunda (21), foi anunciada mais uma alta do valor nas refinarias, de 0,97% a partir de terça (22). Na semana passada, foram cinco reajustes diários seguidos. A escalada nos preços acontece em meio à disparada nos preços internacionais do petróleo.

[segurança] Criminosos invadem escola e roubam 40 quilos de carne em Mossoró

Criminosos invadiram uma escola pública de Mossoró, na região Oeste potiguar, e roubaram 40 quilos de carne que seriam usados na merenda dos estudantes. O caso aconteceu na madrugada do sábado (19) e só foi percebido à tarde, quando o prédio foi aberto para a realização de um evento religioso. A ação foi registrada pelas câmeras de vigilância da instituição.

O caso aconteceu na Escola Estadual Aila Ramalho Cortez Pereira, que já foi alvo de bandidos quatro vezes, desde o ano passado. Em março, um homem armado fez um arrastão e levou celulares e outros bens de estudantes e funcionários da instituição.

Oito minutos de filmagens foram entregues para a Polícia Civil para ajudar nas investigações. As imagens mostram o primeiro criminosos entrando na cozinha sem camisa, mas com rosto coberto. Ele vai para o canto da cozinha e sai levando um botijão de gás. Outro homem aparece em seguida, de cara limpa.

Um deles abre o freezer e os dois começam a roubar a carne da merenda. Segundo a direção da escola, foram levados cerca de 40 quilos de carne. Minutos depois, eles ainda tentam entrar na dispensa, onde estão os mantimentos, mas a porta está trancada. Eles percebem que a câmera está ligada e deligam o equipamento.

De acordo com a diretora Hévila Cruz, as compras da semana tinham sido feitas na sexta-feira (18). A carne roubada seria usada na merenda dos 300 alunos da instituição, que funciona em horário integral, e era suficiente para dois dias. Ainda conforme a direção, os criminosos não levaram o botijão de gás.

Em todas as quatro vezes em que a escola foi invadida, desde o ano passado, o alvo foi a cozinha. Parte da estrutura foi danificada pelos invasores. Para reforçar a segurança, a escola instalou câmeras e grades em todas as portas e janelas, mas isso não inibiu a ação dos criminosos.

Dessa vez, eles entraram pelo telhado de uma galeria que fica na lateral da cozinha e tiveram acesso pelo forro. O caso foi registrado na Delegacia de Plantão e será encaminhado para a Delegacia de Furtos e Roubos do município.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

[educação] ÚLTIMA CHANCE: Estudantes têm até esta sexta para se inscrever no Enem

Termina hoje (18) às 23h59 (horário de Brasília) o prazo para os estudantes se inscreverem no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018. As inscrições são feitas pela internet, na página do participante.

Mesmo os candidatos que pediram a isenção da taxa do Enem devem fazer a inscrição para a prova. Para se inscrever, o participante deverá apresentar o número do CPF (Cadastro de Pessoa Física) e do documento de identidade e criar uma senha. O candidato precisa também informar um endereço de e-mail válido e um número de telefone fixo ou celular, que será usado para enviar informações sobre o exame.

O pagamento da taxa de inscrição para quem não conseguiu a isenção, no valor de R$ 82, deve ser feito até 23 de maio nas agências bancárias, casas lotéricas e agências dos Correios.

Com o fim do prazo de inscrição, também fica encerrada a possibilidade de alterar dados cadastrais, o município onde o estudante quer fazer a prova e a opção de língua estrangeira. Os candidatos que precisarem de atendimento especializado têm que fazer o pedido no ato da inscrição.

Para o uso do nome social na prova do Enem, o pedido poderá ser feito entre os dias 28 de maio e 3 de junho.

As provas do Enem serão aplicadas em dois domingos, nos dias 4 e 11 de novembro. Os resultados serão divulgados em janeiro.

Fonte: Agência Brasil

[política] PF vê evidências de que Gleisi recebeu R$ 1 milhão em propina; senadora se diz 'vítima de perseguição'

A Polícia Federal concluiu um inquérito que tem a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) entre os investigados e, no relatório, afirma ter encontrado evidências de que a presidente do PT recebeu R$ 1 milhão em propina.

Em nota, Gleisi criticou o "vazamento" de informações sobre o relatório, acrescentando ser "vítima de calúnia e de perseguição".

O relatório da PF foi enviado em março ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Neste inquérito, o ex-ministro do Planejamento e das Comunicações Paulo Bernardo também é investigado – ele é marido de Gleisi.

O inquérito é relacionado a um desdobramento da Operação Lava Jato e apura supostas fraudes em empréstimos consignados aos servidores públicos federais.

A empresa Consist, que administrava o programa de computador usado nos empréstimos, é suspeita de ter repassado R$ 100 milhões ao PT e a políticos.

Há também a suspeita de que a companhia fez pagamentos ao escritório do advogado eleitoral Guilherme Gonçalves, suspeito de repassar o dinheiro a Gleisi.

[política] Justiça manda prender José Dirceu; ex-ministro tem até as 17h de sexta para se apresentar à PF em Brasília

A Justiça Federal expediu, nesta quinta-feira (17), o mandado de prisão contra o ex-ministro José Dirceu para que ele comece a cumprir pena a qual foi condenado na Operação Lava Jato. A ordem foi assinada pela juíza substituta da 13ª Vara Federal, Gabriela Hardt.

Conforme a decisão, Dirceu tem que se apresentar à carceragem da Polícia Federal (PF) em Brasília até as 17h de sexta-feira (18). Ele pode recorrer a instâncias superiores.

Dirceu está em casa, em Brasília, nesta manhã de sexta-feira e, por volta das 8h30, recebeu a visita do deputado distrital Chico Vigilante (PT). Na saída, o parlamentar disse que o ex-ministro está tranquilo e que vai cumprir a decisão de se apresentar até as 17h.

"Cinco horas decisão estará cumprida", afirmou.

O despacho diz que os detalhes a respeito da entrega deverão ser acertados pela defesa de José Dirceu diretamente com a PF. O advogado do ex-ministro, Roberto Podval, informou à Justiça que ele pretende se entregar.

Pelo telefone, Podval afirmou que vai recorrer da decisão nos tribunais superiores e que espera reverter a decisão.

O ex-ministro foi condenado por corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro em um processo que investiga irregularidades na diretoria de Serviços da Petrobras. Ele foi acusado pela força-tarefa da Lava Jato de receber dinheiro de empresas que prestavam serviços à estatal.

Nesta quinta-feira, o último recurso em segunda instância nesse processo foi julgado e negado por unanimidade pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre.

Atualmente, Dirceu está liberdade, monitorado por tornozeleira eletrônica.